UM ENCONTRO FELIZ!

Aconteceu no passado mês de fevereiro, na galeria da sede da UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, em Lisboa, a inauguração de uma exposição, coletiva, Artes Mirabilis, com obras de mais de 50 artistas plásticos angolanos, com curadoria cuidadosa do artista plástico angolano, Lino Damião.

Organizada pela UCCLA e pela embaixada de Angola em Portugal, além das obras dos artistas plásticos angolanos, a mostra conta também com esculturas de caráter etnográfico.

A exposição, a primeira que a UCCLA realiza este ano, pretende preservar, valorizar e divulgar a cultura angolana, ao longo dos tempos, torná-la acessível de forma permanente ao público de todo o mundo, distinguindo simultaneamente duas datas – 4 de fevereiro, dia do início da luta armada pela independência do país e 4 de abril, data emblemática para o país, já que se celebra o fim da guerra em Angola, com o Dia da Paz”.

A mostra que conta com o apoio de instituições ligadas à arte como a Fundação Berardo, visa também “prestar homenagem à cultura angolana no início da abertura de um novo ciclo político, económico e social, com os olhos postos no futuro e na entreajuda dos povos de língua oficial portuguesa e naturalmente, em conjunto com o povo português”.

Uma manifestação livre dos artistas plásticos convidados que inclui obras de Francisco Xicofran Fernandes, Blackson Afonso, Armanda Alves, Daniela Ribeiro, Edson Chagas, Erika Jâmece, Álvaro Macieira, Mário Tendinha, Márcia Dias, entre outros. Contou com a presença, entre outros, do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, da Ministra da Cultura Angolana Carolina Cerqueira, e do Embaixador Angolano Marcos Barrica.

Em data coincidente aconteceu a 4.ª Edição do Lisbon Black Fashion Week, propondo 3 dias de moda multicultural, com o objetivo de divulgar a moda africana e portuguesa, tendo como cenário os quadros da coletiva angolana.

Esta iniciativa multicultural que acontece em Lisboa há 4 anos pretende valorizar e apresentar o trabalho autoral e, simultaneamente, ser uma enorme montra para designers reconhecidos, nacionais, estrangeiros e emergentes, respeitando a diversidade de cada um dos países e criadores.

Um encontro feliz que em boa hora a UCCLA resolveu acolher. Digo feliz porque teve a capacidade de despertar o que de melhor há em nós e que nos define: o respeito pelos traços de cultura que nos identificam e diferenciam uns dos outros, a fraternidade e, simultaneamente, estreitar os laços de convivialidade. Uma prova de que é possível viver numa sociedade aberta, multicultural, democrática e participativa.

A UCCLA foi a casa destes eventos. Onde apreciámos a arte, não só dos artistas plásticos, como também, dos escultores, estilistas e onde aconteceram os tradicionais desfiles num quadro vivo, num cenário baseado na história, permitindo aos designers e estilistas, reconhecidos, estrangeiros, nacionais ou emergentes mostrarem o seu trabalho.

Um espaço onde o universo artístico criou arte! A Arte Plástica Mirabiliscoletiva de artistas plásticos angolanos foi muito mais além dos quadros e esculturas e misturaram-se aos cortes e costuras, à Moda – 4.ª Edição de Lisbon Black Fashion Week Lisboa – e encontraram-se!

A valorização desta multiculturalidade permite a realização deste tipo de eventos como forma de aprofundamento da coesão social e de construção coletiva do futuro. Tornando ambos os eventos num encontro de afirmação de culturas e vivências diferentes, dentro do mesmo espaço físico que transformou um lugar numa ponte de aproximação.

É assim que a moda deve ser! Não louvar apenas designers reconhecidos e esperar que a moda evolua de cima para baixo, mas sim de baixo para cima, apoiando os criadores nacionais, estrangeiros, emergentes e reconhecendo os criadores consagrados. A presença de estilistas estrangeiros proporcionou uma troca de ideias saudável com os criadores nacionais, na senda da dinamização contínua desta arte.

Nesta simbiose foi exatamente isso que foi apreciado na 4.ª Edição do Lisbon Black Fashion Week, o trabalho de designers estrangeiros que trouxeram histórias, estórias, vivências diferentes e criatividade.

Assim como o trabalho de designers nacionais que trouxeram acontecimentos curiosos, biografias, criatividade e muito trabalho consistente. Histórias que vão muito além das roupas e de todo o glamour das passerelles.

Sob o tema LA Vie est un Cinéma, o certame de moda da 4°Edição do Lisbon Black Fashion Week, apresentou coleções inspiradas na cor, tecidos, cultura, nos movimentos globais de consciencialização dos afro-descendentes que buscam as suas identidades, lugares, no continente africano, no sol e arte, dos seguintes criadores:

ANTÓNIO LEAL DA SILVA

Com imensa criatividade e olhar apurado para o valor da cultura portuguesa, o estilista e grande idealista da Moda Portuguesa António Leal e Silva, apresentou com alegria e leveza a coleção de homem, outono/inverno 2018/19, Moments, que passeou pelo estilo incomum, mas de muito bom gosto! São peças de vestuário que criam looks intemporais, projetada para um homem contemporâneo de bom gosto, que preza por um vestuário original para vestir. Nota-se a entrega, do criador, à moda, aos detalhes, aos acabamentos e sobretudo à preocupação com a qualidade e o design.

É o tal twist ligado ao design que faz toda a diferença nesta coleção!

O desfile deixou um bom sabor de boca e a coleção um “gosto de quero mais, que venha, então, a próxima coleção”!

ALFA CANTE

O designer Guineense, de 35 anos e estilista há 9, vive entre Portugal e a Guiné-Bissau.

De momento encontra-se a viver na Guiné, porque é onde mantém o seu atelier e a sua equipa de trabalho. Apesar de gostar muito de Portugal é onde se sente mais à vontade e inspirado para criar. Uma vez que vai buscar as suas inspirações ao seu dia-a-dia.

Acompanha as tendências e está atento aos outfits das pessoas comuns, observa-as e regista todos os detalhes e coordenados, multi-brand, que compõem os looks diários dos transeuntes. É aqui que encontra inspiração para as suas criações.

Aprecia texturas diferentes e cor. Nas suas coleções tenta inovar, também, na escolha dos tecidos.

Neste certame de moda apresentou a coleção Multi Cor, na qual pretendeu dar vida, charme, conforto e principalmente padrões em todas as suas peças e, simultaneamente, tentar agradar os seus clientes, dando a conhecer a cultura Guineense.

Para este desfile inspirou-se na sua cultura, nos variados tipos de tecidos e texturas que o seu povo usa e gosta, bem como os tons intensos dos mesmos.

“Isto porque, as minhas coleções têm todos um seguimento e tento sempre dar personalidade em cada peça que crio”. Referiu o designer.

Refere, ainda, que nos tecidos que utilizou na sua coleção tem de tudo e um pouco, desde cor, formas e texturas. Os tecidos utilizados foram wax udim; wax gratte e wax binta.

Questionado sobre o que o persegue na vida, respondeu “A Moda!”

MARC BELL

O designer Marc Bell, filho de pais oriundos da República dos Camarões, nasceu em Paris, corria o ano de 1988. Particularidade que o faz sentir-se “cidadão do mundo”!

Gosta de criar peças para que as pessoas tenham a oportunidade de relatar as suas facetas e a sua personalidade através das roupas.

Na UCCLA, com o mesmo desfile, apresentou duas coleções versáteis que revelam características distintas e marcantes: SARI ETHNIC REVIVAL & WAX.

Com a coleção Sari Ethnic Revival, que evoca o uso dos saris na Asia do Sul, pretendeu modernizar o seu uso, criando peças de roupa modernas e multiculturais como os Bombers.

Nesta coleção, a paleta de cores, os tecidos selecionados e os desenhos foram inspirados nos anos 90, a pensar nas roupas coloridas.

A finalidade foi juntar as comunidades da India, do Paquistão, do Bangladesh e transmitir-nos uma mensagem de paz e fraternidade na passerelle, incentivando, desta forma, para o fim dos conflitos de ideologias nessa região do mundo.

WAX é outra das novas coleções apresentada. Inspirada no movimento global de consciencialização dos afrodescendentes do mundo que buscam a suas identidades quer seja na Europa, na América Latina ou nos Estados Unidos.

Marc usa a sua visibilidade para chamar a atenção para os problemas do mundo, justificando a sua posição sobre aquilo que defende. Talvez por isso, a coleção tem todas as suas características: tecidos, cor, brilho, linha, agulha criatividade e reflete os desafios atuais dos afrodescendentes.

Fez questão de utilizar tecidos de algodão e goma chamado de Wax, que originalmente é fabricado na Indonésia, bem como os tecidos Batiks. Em relação ao Wax usou tecidos WAX GOFR pretos e vermelhos.

Pretendeu criar peças de roupa de cores universais e despertar a atenção para os detalhes.

“Ao longe, ninguém percebe que se trata de tecidos africanos”, referiu o designer. Esta particularidade, faz com que as pessoas que não se interessavam por tecidos africanos começassem a gostar deste tipo de panos.

Para fechar, as Jaquetas! Foram um dos destaques na passerelle. Nas suas mãos, ganharam outra forma, passaram a ser reversíveis e apresentadas como “Jaquetas Ninja de tecidos Chineses ou Jaquetas Ninja com tecidos Africanos”.

“Isso reflete a minha maneira de pensar”, referiu o designer.

Questionado sobre o que o persegue na vida, Marc Bell referiu “adorei o nome do blogue, porque de fato, persigo a boa vida, as boas experiências, as boas ideais, as boas relações, os bons encontros, um bom desenvolvimento. Persigo a paz. O amor-próprio e o amor dos outros. Persigo a Vida”.

NUNO VIDIGAL

Nuno Vidigal, designer associado à alta-costura e às noivas de Portugal, apresentou a coleção Viagem que nos leva longe sem sairmos deste mesmo lugar! Uma viagem, onde o estilista valorizou a silhueta e a elegância feminina e desenhou peças a pensar em todas as mulheres, com vários estilos de corpo e para várias ocasiões. Sintam-se à vontade, estão todas instigadas a fazerem as vossas reservas!

Neste certame de moda apresentou, simultaneamente, vestidos de alta-costura e vestidos de noivas. Para a coleção, usou tecidos como, brocados, seda, micado, rendas, bordados, lantejoulas, penas e tules aplicados. Uma escolha de materiais sofisticada.

O criador preza pela excelência de tudo em que coloca nas mãos. Os vestidos são ricos em detalhes e todos trabalhados com afinco.

Talvez por isso, veja o mercado da alta costura, nacional, com opulência, apresentando peças de roupa de alta performance. Nuno Vidigal é dono de um estilo que é o resultado de uma mescla das suas inúmeras referências que as utiliza para criar peças únicas para as suas clientes.

Vidigal, um estilista de referência no que respeita a vestidos de noiva e não só, encerrou o primeiro dia da 4.ª Edição do Black Fashion Week, apresentando uma coleção de vestidos de noiva que refletem uma nítida essência romântica.

Os modelos apresentados transpareciam elegância pura! Estamos a falar de uma linha nupcial que não deixou ninguém indiferente! Elegantes e cheios de glamour, esta coleção encanta qualquer noiva!

Questionado sobre o que o persegue na vida, Nuno Vidigal referiu “Persegue-me a Garra e a Persistência”.

PÉROLA CORREIA

Pérola Correia, a estilista Guineense a viver no Monte Abraão, concelho de Sintra, apresentou a coleção SUNSHINE.

Uma coleção, de acordo com a designer, inspirada no continente africano, no poder, no exotismo e no brilho do sol.

Sobre a coleção a designer referiu “Quando vi estas capulanas, o amarelo despertou de imediato a minha criatividade, soube logo o que iria criar”. As cores usadas são cores que apelam à vida! Tendo em conta que o preto nunca perde a sua elegância e sofisticação, enquanto o amarelo representa a alegria, a luz e o dinamismo que é próprio do continente africano.

Para a coleção usou capulana, sarja e bordado inglês para misturar em algumas peças.

Questionada sobre o que a persegue na vida aludiu “é a boa disposição, a alegria de criar e o sorriso de satisfação dos meus clientes”.

MOMADE AMADE

Momade Amade, designer moçambicano a viver há 10 anos em Portugal, inovou uma vez mais e trouxe das prateleiras para a passerelle da UCCLA a coleção LOBOLO que deu mais vida e cor aos acessórios do designer.

Apresentada em dezembro de 2017, num showroom, na Casa de Angola, Lobolo, com uma palete intensa de cores, além de looks inusitados, contou com as peças exclusivas da marca, Moms Amade. Nomeadamente, acessórios afros unisex como, Malas, Pochets, Mochilas, Calçado, confecionados em capulana como base, que depois mesclou com pele, madeira, organza, fazenda e polar nas capas para senhora, que também fazem parte do portfólio. Uma coleção cool, livre para coordenações multi-brand, oferecendo produtos personalizados.

Para esta coleção, a mestiçagem foi a fonte de inspiração, que resulta de uma união harmoniosa de materiais diversificados.

Do ponto de vista fashion, o balanço geral, é positivo. Principalmente quando se fala de coordenados, multi-brand, com os acessórios que marcaram presença nos look do evento, que são a principal aposta do designer moçambicano que multiplica boas ideias.

No final de contas, a dedicação e o trabalho de Momade é uma celebração do savoir faire, da marca Moms Amade.

SHAMILA BASSIR

Shamila Bassir, a designer que nasceu em Moçambique, cresceu em Portugal e de momento, a viver em Maputo, Moçambique, apresentou neste certame de beleza e moda a coleção Disconnect.

Para a coleção, a designer moçambicana inspirou-se num modo de vida onde as pessoas estão tão ligadas à tecnologia que descuram o contacto humano, adotando um estilo de vida fútil e de ostentação!

Seda selvagem, organza, cetim, rendas, crepe, o veludo e a capulana são os tecidos usados!

Questionada sobre o que a persegue na vida, retorquiu “A mim persegue me um sonho… o sonho de acabar com as guerras, as injustiças… De aumentar a autoestima das mulheres e o seu amor-próprio! ”

ANA TERESA LIMA

Ana Teresa Lima, da marca Jaua, estilista moçambicana a viver em Portugal, apresentou a coleção Black and White no último dia da 4.ª Edição do Lisbon Black Fashion Week. Mantendo o sofisticado, o chique e o clássico preto e branco, sinónimo de elegância, a originalidade, Yin e Yang inspirou a nova coleção da designer.

Os motivos de ansiedade eram muitos, sobretudo, porque o desfile juntou pela primeira vez na história da marca uma coleção feminina e masculina numa única passerelle. A sua grande aposta! Na coleção de homem reconhece-se a identidade da marca, Jaua, através dos cortes assimétricos, perfeitamente personalizável, tendo em conta que a assimetria entre a parte de trás e a parte da frente não tem de satisfazer regras fixas.

Para festejar este momento importante, a estilista imaginou uma coleção luminosa e cheia de leveza, que descreve como “Unir o feminino ao masculino, a força à emoção, elas e eles”.

Ana Teresa Lima apostou no preto, branco e no cinza como resultado da mistura de ambos, e apontamentos de amarelo numa referência à marca JAUA, criando looks carregados de elegância e modernidade, para qualquer faixa etária.

As malhas foram os materiais que elegeu pela sua suavidade e forma como se moldam à figura.

Um desfile muito bem organizado. As peças selecionadas para mostrar na passerelle revelam muito bom gosto. A estilista esbanja elegância e simplicidade ao criar com naturalidade as suas coleções.

Questionada sobre o que a persegue na vida, aludiu “A Boa Vida persegue-me, e eu persigo os meus sonhos, as minhas paixões…sem medos”. “Votos de muito sucesso” almejou a criadora.

ANGELICA TIMAS

A designer nascida na cidade da Praia, Cabo Verde, veio para Portugal com 2 meses, cresceu em Corroios, onde viveu até aos 14 anos. Depois foi viver com os pais para Boston, EUA, onde reside atualmente.

Na 4.ª Edição do Black Fashion Week, apresentou a coleção Desafio Ousado.

Uma coleção inspirada no seu próprio auto-desafio, na criatividade e na sua capacidade de integrar coletivamente, uma fusão de cores, padrões, diversos tecidos e acabamentos. Apesar de ser uma coleção rica em detalhes nos acabamentos, a pensar num mercado muito mais abrangente, mantém a simplicidade, diversidade e minimalismo, elementos representativos da marca Angelica Timas, porque vê na simplicidade a chave para o brilho.

Para a coleção foram usados, com tratamento muito contemporâneo, tecidos brilhantes, e vários padrões destacando-se tecidos de estofos, pele, veludo, lantejoulas, seda, tecido de transparência com diferentes padrões e ganga, de forma que complemente a transição de cada look e a palete da tendência de cores, para a Primavera/Verão 2018. Optou pelas cores vibrantes, como o amarelo, vermelho, laranja, azul, branco e preto, acentuadas em padrões com tonalidades complementares. Descreveu a estilista! E o resultado é uma coleção para todas as ocasiões, porque as mulheres precisam de roupa bonita, feminina, para usar a todas as horas do dia e em todo o tipo de circunstâncias.

Questionada sobre o que a persegue na vida, respondeu “A mim persegue-me, esta trajetória de poder ter tido a oportunidade de realizar um sonho. O sonho de ser estilista, que começou como um hobby e que hoje é uma marca conceituada”.

A UCCLA foi palco destes eventos dedicados à arte, cultura, design e moda. Aproximando o público da arte. Reunindo artistas inspirados e prontos para interagir com o público e desconstruir a ideia de que a arte é, essencialmente, realizada por figuras singulares.

Os designers mesclaram as transformações da sociedade nas últimas décadas, dando um toque em coleções que agregam liberdade, sonho, beleza, ousadia e estilo, para além de outras influências do multiculturalismo. Afinal, não vivemos apenas de uma só cultura, uma só etnia, mas de uma mistura que deu origem às novas tendências, e um certo gosto diversificado.

Nesta 4.ª Edição vimos de tudo um pouco, coleções multicoloridas, propostas inspiradas no cinema, na arte e nos costumes de cada país em geral. Essas junções de diversas culturas verticalizam e confluem na contemporaneidade que torna cúmplices de satisfação, no olhar e na comunicação visual sem limites.

O importante é que designers e estilistas motivaram o público com as suas criações. As coleções foram suficientemente válidas nas suas interpretações e nas metodologias seguidas.

Pegaram em pessoas comuns elevaram-nas, ergueram-nas, colocando-as em cenários produzidos.

Com os modelos a exibirem os combinados das marcas, tendo no line up nomes como Jessica Moura, Yaritssa Resende, Zirca Silva, Bogdan Bob, Luís Tavares, Alexandra Vicente, Juliya Darich, Jadot Kabamba, Vanessa Mendes, Vicky Correia, Rafael Marques entre outros. Hair Stylist – Paulo Caetano. Make Up – Paulo Alcântara.

Na moda, conjugar rigor, elegância, ousadia, irreverência, liberdade e conforto. Na arte, transitar com qualidade e beleza pelos territórios da pintura e escultura.

A UCCLA foi o espaço que privilegiou o diálogo entre moda e arte.

Aqui fica um registo fotográfico da magia e beleza fora da passerelle que a arte e a moda podem disseminar!

Arte & Moda conviveram no mesmo ambiente. Vamos apreciar uns e outros! Uma injeção de positivismo.

Os olhares fixam-se nas paredes e na passerelle, com combinações de cores que variam entre a suavidade dos tons claros das paredes e os tons fortes dos tecidos como o amarelo e vermelho, sem nunca perder o espirito cool.

As paredes brancas entram em contraste total com as roupas e quadros repletos de cor, mantendo o design característico de cada marca e as pinceladas de cada artista plástico.

Os eventos uniram a arte à moda num cenário com paredes interativas que permitiram um diálogo entre convidados, moda e arte.

Um país repleto de cultura e diversidade!

Créditos Fotográficos: Juvenal Candeias e Edgar Freire.